O close-up como catalisador de emoções
Pela óptica do teórico Béla Balázs, o close-up permite distanciar o cinema do teatro. Consiste, tal como o próprio
nome indica, em fechar o enquadramento até se restringir somente àquilo
que quer destacar, seja um rosto humano ou um objecto inanimado. Ao “cortar” o
corpo da personagem, de forma a reduzir o campo de visão para o rosto, é possível criar uma distanciação entre espectador e personagem. “A
expressão facial é a mais subjectiva manifestação do homem, mais subjectiva ainda do que a
fala, porque o vocabulário e a gramática estão sujeitos a convenções e regras
mais ou menos válidas universalmente. Enquanto a representação dos traços do
rosto [...] não é governada por regras objectivas, ainda que seja em larga
medida uma questão de imitação. O close-up torna objectiva essa que é a mais
subjectiva e individual das manifestações humanas” (Theory of the film)La Passion de Jeanne d'Arc (1928), uma das maiores preciosidades da era do cinema mudo, é um dos filmes que melhor ilust…