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Utopia imprecisa

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Em plena tentativa de fuga há um belíssimo momento que permite a The Circlerecuperar o fôlego. Duas mulheres junto a uma pintura que ilustra a terra natal daquela que lhe aponta o dedo. O pintor não foi preciso. O destino ali representado como distante da memória que o conservara. Ponto de fuga que tanto promessa comporta. Janela aberta à personagem, à mulher como sexo inconformado.

A mulher iraniana, do choro ao silêncio

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Tão simples no seu pressuposto e ainda assim uma das mais belas aberturas da história do cinema? Do negro que faz desfilar os créditos iniciais de The Circle, sonorizados pela associação a um parto, ao primeiro plano que deixa entrever a luz. Cessam os créditos, entra o choro, o branco em jeito de chegada ao mundo. Simples. Eficaz. Mera sequência de planos de contraste, de um antes e depois, capaz de contar o lugar da mulher na sociedade iraniana que tão bem a demarca e menoriza. "É uma rapariga", boa nova recebida com desagrado e medo por uma mulher. Vemo-la de costas, véu negro que a adorna, naquele momento despojada de individualidade e amostra do sexo julgado como menor. Inconformada, a mãe da mais recente mãe volta a questionar o sexo, numa réstia de esperança por um possível engano. "É uma linda rapariga", assim lho asseguram novamente. Desespero crescente, capaz de antever a reacção do pai ao saber o sexo da criança. Naquele instante nasce a mulher como ser…