Com Gravity a surpreender pela positiva tanto na bilheteira como no círculo da crítica, Children of Men é um óptimo filme a rever como lembrança daquilo que Alfonso Cuarón é capaz como realizador. Não poderia reclamar melhor filme para encerrar esta primeira edição de selecção de planos-sequência. Uma rubrica que se pretende mensalmente regular, com uma semana especialmente dedicada à abordagem dos melhores exemplos na arte desta técnica que tanto admiro.
E é com uma perfeita noção de justiça que incluo os seus planos na mesma edição que se preenche com nomes como Tarkovsky, Godard, Welles, Haneke, etc. A par com o já abordado Touch of Evil, o filme de Cuarón apresenta os planos-sequências mais complexos. Não sendo possível a derradeira escolha, são assim destacados os dois planos-sequência mais ambiciosos.
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Automóvel. Tarde. Interior. A câmara afasta-se do protagonista que se encontra a dormir no banco de trás. Distancia-se até integrar no enquadramento a mulher no ass…