A caminhada na Praça da Concórdia

Não tinha conhecimento deste filme até o ter visualizado no âmbito da cadeira de "Som". O objectivo era fazer um pequeno filme de três minutos, tendo como inspiração a cena aqui anexada. Pelo menos teve o condão de me "obrigar" a pôr os olhos neste filme. Falo portanto de Chronique d'un été (1961), realizado por Jean Rouch e Edgar Morin. Este documentário é considerado por muitos estudiosos como o primeiro exemplo do cinéma vérité. Se Marceline está realmente a ser sincera perante a câmara não o sabemos. Tal questão é abordada por todos os colaboradores, incluindo realizadores, no aproximar do término do filme. Num pedaço de cinema bastante interessante, a sequência seguinte acaba por ser a que se destaca mais na minha visualização. Infelizmente não consegui arranjar com legendas.


Curiosidade: Marceline exigiu que o seu discurso não fosse ouvido por ninguém até ao momento da projecção. Por esse mesmo motivo, Rouch e Morin decidiram prender a câmara à traseira de um carro em movimento, de forma a permitir que Marceline se encontrasse sozinha com o seu monólogo. Assim poderia parar sempre que quisesse e caminhar a um ritmo calculado por si mesma. 

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