À boleia pelo caminho largo

A convite do Jorge e Pedro Teixeira, decidi meter mãos à obra e responder a algumas perguntas de índole cinematográfica. É sempre um prazer poder partilhar pensamentos com os elementos desta blogosfera. Afinal de contas, a sétima arte é o nosso elo de ligação e nunca é demais discutir os seus contornos. 
Para lerem a entrevista na íntegra nada melhor do que passarem pelo Caminho Largo para deitarem o olho. Obrigado pelo convite. Continua a ser um prazer. 
Como evidencias em geral a qualidade de um filme?
 
No geral, o argumento é o selo de apresentação do filme. É o aspecto que me leva ou não a aconselhar determinado visionamento. No decorrer da minha primeira viagem a uma obra, tento absorver a total essência do argumento. Os visionamentos seguintes complementam o meu olhar perante esse mesmo filme. Posso agora deliciar-me com as questões técnicas e as opções estéticas tomadas. Posso procurar as características que espelham o autor por detrás, tentando inserir essa obra nos parâmetros da sua filmografia.
Posso desfiar as várias camadas de significado. E aí reside a verdadeira qualidade. No facto do filme poder não ser finito tal qual o pacote de pipocas que teima em integrar a experiência cinematográfica. Se um filme é transcendente ao ponto de me fazer viajar na minha própria mente, poderei atribuir-lhe qualidade? A subjectividade actua.

Comentários

  1. O prazer foi todo nosso. Obrigado, mais uma vez, pela colaboração e partilha da iniciativa.

    Cumprimentos,
    Jorge Teixeira
    Caminho Largo

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