Finalmente colmatei duas das minhas incompreensíveis falhas ao visualizar duas obras tão importantes da sétima arte. Ridley Scott, tens o meu respeito.
É verdade, nem tenho perdão para estas falhas. Já me sinto mais enriquecido eheh Tinha altas expectativas para o Blade Runner e não saíram defraudadas. A temática sempre me fez ter vontade de o visualizar e revelou-se um argumento muito bem escrito. Todas as questões éticas envolvidas dão-me sempre muito em que pensar. E uma das coisas que mais saltou à vista neste filme foi sem dúvida a fotografia, fiquei fascinado. Quanto ao Alien, confesso que não tinha grandes expectativas quanto ao mesmo. Mas tenho que admitir que adorei, ainda mais que o Blade Runner. Já tenho aqui os restantes para ver em breve :) (já tinha apanhado algumas sequências dos 4 filmes na televisão)
É por isso que estranho sempre que falam muito mal do Ridley Scott, é que independentemente de tudo ele tem estas duas pérolas na carreira. São os meus predilectos dele :)
Epa Loot só agora é que me deparei com o teu comentário :P Pessoalmente, não posso falar da carreira dele e se o fizesse seria por influência de terceiros. Para além destes dois, apenas vi o Gladiador, o Prometheus e o Hannibal. De uma forma ou outra gosto dos cinco, ainda que o Hannibal seja um elemento fraco na saga em que se insere. Mas se já me é permitido um favorito entre tão poucos filmes, será sem dúvida o Alien :)
Título Original: Cannibal Holocaust Realização: Ruggero Deodato Argumento: Gianfranco Clerici Elenco: Robert Kerman; Gabriel Yorke; Francesca Ciardi; Perry Pirkanen
[Spoilers] Cerca de cinco anos depois da estreia de Salò, or the 120 Days of Sodom (1975), o terreno italiano volta a distribuir mais um filme-choque, que viria a ganhar um lugar de relevo na história da sétima arte. Várias décadas depois com uma censura muito menos restrita, ambos ainda se encontram banidos em inúmeros países por todo o mundo. Mas não é a mestria do filme de Pier Paolo Pasolini que pretendo aqui destacar.
Polémico. Chocante. Controverso. Visceral. Perverso. Crítico. Perturbador. Não é difícil atribuir tais adjectivos ao filme canibalista de Deodato. A tarefa realmente difícil passa por eleger o momento que cria maior incómodo para o espectador. Um leque de escolhas bastante alargado: uma mulher violada e arrastada pela lama como se de um suíno se tratasse; outra "simplesmente" empalada; a castraçã…
Quem diria que comer esparguete poderia conter o seu quê de perturbador? Ninguém ousa aliar o terror com o girar do garfo, mas The Killing of a Sacred Deerlá o faz. Tensão quase palpável, pelas garfadas de um Barry Keoghan a ter debaixo de olho. Ao falar em esparguete (raras as ocasiões), não há como não resgatar da memória a mítica refeição - nojenta, diga-se - que eleva Gummo no reconhecimento. O esparguete, o leite, o champô e o chocolate. Mescla impensável que é marca de água (suja) de Harmony Korine. Cena que não mais nos abandona. Ou porque não o prato de esparguete de A Clockwork Orange, célebre momento cujo desfecho tão bem se conhece? É favor acompanhar com vinho.
A comida, qual sub-género de terror, continua a saber demarcar-se. Não esquecer que foi igualmente em 2017 que o espectador se viu presenteado com a belíssima cena da tarte - sim, essa mesmo, na duração de trilogia - que catapulta A Ghost Story. Seja com esparguete ou tartes fúnebres, o incontestável passa pelo lug…
Máxima na ambiguidade, Caché faz aquilo que
quer do espectador. O ecrã de televisão sempre à espreita, qual janela aberta a
um mundo podre que lhes chega somente por via dos media. A violência é
constante adorno à caixa mágica, seja por dentro ou por fora - uma vez visto,
impossível afastar da memória o ecrã sujo de sangue em Funny Games.
Haneke faz questão em trazer a violência, uma e outra vez no curso da sua carreira, para o colo da classe média-alta. Destrói a bolha de relativa segurança que lhes pontua o privado. No plano aqui em destaque - a passividade de voyeur lida no recorrente olhar fixo da câmara -, Haneke faz questão de equacionar a possibilidade de violência dentro e fora do
pequeno ecrã que lhe ocupa o motivo de foco central. Em primeiro plano, o casal
protagonista que tenta descobrir o paradeiro do filho. Mais distante e entre
ambos, o ecrã - e não serve este como momentâneo e subtil protagonista? - que
dispõe a realidade do mundo lá fora. A violência no Médio Oriente …
oh meu caro, só agora!?! mas isso são duas obras incotornáveis do cinema! :)
ResponderEliminaro que achaste? corresponderam às tuas expectativas?
É verdade, nem tenho perdão para estas falhas. Já me sinto mais enriquecido eheh
EliminarTinha altas expectativas para o Blade Runner e não saíram defraudadas. A temática sempre me fez ter vontade de o visualizar e revelou-se um argumento muito bem escrito. Todas as questões éticas envolvidas dão-me sempre muito em que pensar. E uma das coisas que mais saltou à vista neste filme foi sem dúvida a fotografia, fiquei fascinado.
Quanto ao Alien, confesso que não tinha grandes expectativas quanto ao mesmo. Mas tenho que admitir que adorei, ainda mais que o Blade Runner. Já tenho aqui os restantes para ver em breve :) (já tinha apanhado algumas sequências dos 4 filmes na televisão)
É por isso que estranho sempre que falam muito mal do Ridley Scott, é que independentemente de tudo ele tem estas duas pérolas na carreira. São os meus predilectos dele :)
EliminarAbraço
Epa Loot só agora é que me deparei com o teu comentário :P Pessoalmente, não posso falar da carreira dele e se o fizesse seria por influência de terceiros. Para além destes dois, apenas vi o Gladiador, o Prometheus e o Hannibal. De uma forma ou outra gosto dos cinco, ainda que o Hannibal seja um elemento fraco na saga em que se insere. Mas se já me é permitido um favorito entre tão poucos filmes, será sem dúvida o Alien :)
EliminarAbraço