Sculping in Time

"We've come to the end of the day: let us say that in the course of that day something important has happened, something significant, the sort of thing that could be the inspiration for a film, that has the makings of a conflict of ideas that could become a picture. But how did this day imprint itself on our memory? As something amorphous, vague, with no skeleton or schema. Like a cloud. And only the central event of that day has become concentrated, like a detailed report, lucid in meaning and clearly defined. Against the background of the rest of the day, that event stands out like a tree in the mist. (Of course the comparison is not quite exact, because what I've called mist and cloud are not homogeneous.) Isolated impressions of the day have set off impulses within us, evoked associations; objects and circumstances have stayed in our memory, but with no sharply defined contours, incomplete, apparently fortuitous. Can these impressions of life be conveyed through film? They undoubtedly can; indeed it is the especial virtue of cinema, as the most realistic of the arts, to be the means of such communication."
Andrei Tarkovsky 

Comentários

  1. Comecei a ver os seus filmes o ano passado. Infância de Ivan, Andrei Rublev e Solyaris. É um realizador e tanto, próximo a atacar: Stalker.

    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E que tal foram essas 3 experiências? Fico contente que tenhas embarcado na viagem que é este grandioso realizador :) É sem dúvida genial, é-me sempre difícil nomear um realizador preferido mas no meu íntimo descaio quase sempre para este.

      Abraço

      Eliminar
    2. Foram muito boas, aproveitei para os ver num ciclo dedicado ao realizador no CCB.

      Comecei pelo Ivan que me tocou bastante. Acho que foi uma excelente opção para começar a ver o realizador. O filme tem planos fantásticos - lembro-me de um sonho em particular do miúdo em que lhe pinga água na cara - e muito emotivo, adorei.

      O Rublev ficou, infelizmente, manchado por problemas técnicos o que se estranha mais sendo todas as exibições em dvd, mas é verdade, metade do Rublev passou dobrado em francês (acho que tb se ouvia o russo, mais baixo). Eu e muitos fomos queixar-nos e não mudaram nada, ou só mesmo no final, já não sei. Frustrante lol, um filme a rever. Dos 3 pareceu-me o mais longo e que exige mais dedicação, a escolher uma cena a do sino, sempre que me lembro deste filme lembro-me imediatamente da construção do sino que é fenomenal.

      Por fim, Solyaris. Que é também um filmaço. O realizador a explorar géneros diferentes e muito bem, ainda que seja sci-fi ou o que for, há sempre ali um estilo Tarkovsky. Excelente história, gostei muito da exploração dos dilemas do protagonista - já imaginaste acontecer-te o mesmo? - e o final é sublime claro, adoro finais assim.

      Abraço

      Eliminar
    3. Tive pena em não aproveitar a oportunidade de ver algum filme nesse ciclo. Vi apenas a exposição ("luz instantânea" penso que era o nome...) e foi interessante. Até agora viste-os por ordem cronológica, o que é sempre bom para observar o próprio crescimento do realizador e de que forma se mantém a linha condutora na sua obra. Eu não os vi por ordem, agora é que estou a rever os filmes todos por ordem de lançamento. Entre esses três que referes, o Solyaris é o meu preferido. Enquanto o via ia-me lembrando bastante do "2001: A Space Odissey", o que a meu ver o tornou como que a resposta soviética a esse filme. Em certos aspectos, quase que se complementam. O filme é absolutamente genial. E é de referir que quando comecei a ver o filme estava completamente cheio de sono e 2h45min depois estava completamente desperto e extasiado com o que tinha visto. E sim, já tinha pensado também perante esse prisma. E se nos acontecesse o mesmo? Bem, uma conversa que daria pano para mangas...

      O Ivan é outro grande filme (e quando se pensa que foi a sua primeira longa-metragem então ainda o torna mais extraordinário). Ando a ler o "Sculpting in Time" e o Tarkovsky está de momento a contar experiências que adviram da realização deste filme em específico. Este foi como que a prova que serviria para ele próprio perceber se queria ser realmente um realizador.

      Sim, quanto ao Andrei Rublev, creio que é o que exige mais dedicação por parte do espectador. Todas as cenas que rondam o sino são monumentais de facto.

      O estilo Tarkovsky, tal como referes, é único. Diz-me tanto porque é o que se aproxima mais da minha forma de pensar e de sentir o que me rodeia. Transporta-me para a minha camada mais íntima. Trabalhou com directores de fotografia diferentes ao longo da sua carreira, mas a sua estética sobressaiu sempre em todos os filmes, de forma que num simples plano podemos afirmar: "Este é um filme do Tarkovsky"...

      Quanto aos restantes filmes, não vou estar aqui a tecer considerações para não te influenciar de alguma forma nas tuas futuras visualizações. Mas depois gostava de saber o que achaste :)

      Abraço

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Crítica: Holocausto Canibal (1980)

TCN 2014: Nomeações

A ventoinha de Laura Palmer