The Turin Horse

Uma das sequências mais belas na história da sétima arte. Refiro-me ao plano-sequência que dá início a The Turin Horse (2011), o último filme da carreira do húngaro Béla Tarr. O travelling é executado de uma forma deslumbrante, nunca descurando do enquadramento o que é realmente importante. Quando observo esta sequência sinto sempre um arrepio perante a perfeição que testemunho. A direcção de fotografia do filme é das melhores surpresas dos últimos anos. Perante todos as adversidades do tempo, sentimos o peso da vida no cavalo que dá nome ao filme. A música Mihâly Vig consegue ser enigmática e arrepiante, acompanhando a imagem de forma sublime. Para mim, não é apenas a melhor sequência do filme, como também uma das melhores da história do cinema. 

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