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Crítica: Pietà (2012)

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Argumento e Realização: Kim Ki-duk Elenco: Lee Jung-jin; Jang Mi-sun. [Spoilers] Era uma vez um homem que emprestava dinheiro a pessoas que tudo dariam para o ter. Era uma vez um rapaz que cobrava as dívidas. Era uma vez uma criança que regrediu até à idade da inocência ao ver a sua mãe regressar trinta anos após o ter abandonado. O nosso protagonista Kang-do (Lee Jung-jin) vê a sua mãe regressar para lhe dar o amor que sempre teve em falta. Inicialmente relutante perante a aproximação da mulher que o abandonou segundos após o ter trazido ao mundo, acaba por lhe dar uma oportunidade. É interessante como na maioria dos filmes o espectador tenta analisar a personagem e os seus respectivos actos na esperança de atribuir alguma culpa às suas origens, à forma como foi criado. E aqui nem necessita de o fazer, pois a mãe aparece para relembrar o filho e o espectador de que a sua ausência é a verdadeira catalisadora do monstro que se gerou. E é precisamente com esse ponto de vi...

Crítica: César deve morrer (2012)

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Título Original: Cesare deve morire Realização: Paolo e Vittorio Taviani Argumento: Paolo e Vittorio Taviani  Elenco: Salvatore Striano; Cosimo Rega; Giovanni Arcuri.  [Spoilers] Um grupo de indivíduos escolhidos para representar em palco a peça de William Shakespeare Júlio César . Uma premissa que pareceria simplista obstante o facto de serem reclusos a encarnar as personagens. É precisamente nesse aspecto que reside a alma deste filme. É-nos fornecida a informação dos crimes ou infracções que os puseram ali em primeiro lugar e cabe ao espectador decidir com que óculos observa estes prisioneiros moldados em personagens. É interessante a posição que a câmara adopta no casting, ao oferecer-nos um enquadramento unicamente focado na tentativa de representação de cada um dos reclusos. Como se durante uns minutos o realizador nos quisesse fazer esquecer dos feitos destes homens e do ambiente onde nos encontramos. E quase que inevitavelmente optamos por ignorar que...

A arte dos Posters (XXXIX)

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Les Misérables (2012), Tom Hooper

O melhor de 2012 (II)

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10 - Frankenweenie, Tim Burton 9 - Room 237, Rodney Ascher 8 - No, Pablo Larraín 7 - Life of Pi, Ang Lee 6 - Searching for Sugar Man, Malik Bendjelloul 5 - Argo, Ben Affleck 4 - Pietà, Kim Ki-duk 3 - Django Unchained, Quentin Tarantino 2 - Holy Motors, Leos Carax 1 - Amour, Michael Haneke

O melhor de 2012 (I)

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20 - How to Survive a Plague, David France 19 - The Dark Knight Rises, Christopher Nolan 18 - Tabu, Miguel Gomes 17 - Rebelle ( aka War Witch), Kim Nguyen 16 - Brave, Mark Andrews; Brenda Chapman; Steve Purcell 15 - Lo imposible, Juan Antonia Bayona 14 - The Sessions, Ben Lewin 13 - 5 Broken Cameras, Emad Burnat; Guy Davidi 12 - Beasts of the Southern Wild, Benh Zeitlin 11 - Wreck-It Ralph, Rich Moore

O rosto de Kubrick

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Esta é indubitavelmente uma das melhores cenas da história do cinema. Poucas vezes um filme se conseguiu catapultar com uma cena de abertura tão perfeita. Filmada a partir de um helicóptero que sobrevoava a área, a cena inicial de The Shining (1980)  acompanha o percurso de Jack Torrance (Jack Nicholson), ainda sem revelar esse rosto de protagonismo. O enquadramento apenas indica que naquele carro amarelo se encontra alguém importante e que o mesmo veículo o transporta a um determinado local de elevado destaque. O plano geral reduz a importância da personagem perante todo o cenário que o envolve.  Hoje visualizei o interessante documentário Room 237 (2012) e a aparente superficialidade desta sequência é apenas uma carapaça que não impediu historiadores e teóricos de procurarem o verdadeiro significado por detrás da mesma. Existe uma teoria quanto ao verdadeiro ponto de vista nesta sequência, fortemente apoiado pelo tema Dies Irae  que se faz ouvir durante a mesma. Apes...

A arte dos Posters (XXXIII)

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Holy Motors (2012), Leos Carax

A prenda de aniversário que falhou a Emmanuelle Riva

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A minha maior frustração nesta 85ª edição dos Óscares da Academia advém do prémio de Melhor Actriz. Emmanuelle Riva, que celebrou os seus 86 anos na noite da cerimónia, viu a sua representação em Amour  falhar em termos de reconhecimento pela Academia. Jennifer Lawrence acabou por sair vencedora pelo seu papel em Silver Linings Playbook , sendo esta a candidata mais fraca por entre as cinco nomeadas na categoria. Esta é claramente a minha opinião pessoal, que entra em discordância com a Academia e muitos críticos, mas Riva é a indiscutível vencedora.  Amour  teve o reconhecimento que lhe era prometido, ao sair galardoado com o prémio de melhor filme estrangeiro. Ver Michael Haneke a subir ao palco para receber a estatueta dourada foi sem dúvida um dos melhores momentos da noite.  Django Unchained terminou a noite com um Óscar em cada mão. Tanto Quentin Tarantino como Christoph Waltz foram justos vencedores.  Daniel Day-Lewis quebrou o recorde de maior n...

A arte dos Posters (XXXI)

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How to Survive a Plague (2012), David France

Crítica: Wreck-It Ralph

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Realização: Rich Moore Argumento: Rich Moore; Jim Reardon; Phil Johnston; Jennifer Lee Elenco: John C. Reilly; Jack McBrayer; Jane Lynch; Sarah Silverman [Spoilers] Um filme de animação pensado para um público-alvo claramente mais amplo do que as habituais crianças e adolescentes. Obviamente que esse mesmo leque habitual de espectadores aprecia o filme mediante todo o seu espectáculo visual e sonoro que cobre uma premissa com contornos bastante originais. Mas na busca por uma apreensão menos superficial, o 52º filme dirige-se ao espectador mais adulto na esperança de que este o preencha com a melancolia que sente ao visualizar tantas personagens reconhecíveis. As reuniões dos “Bad-Anon” glorificam o argumento com linhas de diálogo cómicas e sinceras, tornando-as nalgumas das cenas de maior destaque do filme. Estes vilões não são de alguma forma anónimos e é quase impossível o espectador não esboçar um sorriso ao identificar cada um deles: Bowser, o antagonista da saga ...

Crítica: O Mentor (2012)

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Título Original: The Master Argumento e Realização: Paul Thomas Anderson Elenco: Joaquin Phoenix; Philip Seymour Hoffman; Amy Adams. [Spoilers] Freddie Quell (Joaquin Phoenix), veterano da Segunda Guerra Mundial, tenta ajustar-se à sociedade do pós-guerra. De tantos anos em alto-mar advém uma obsessão por sexo, um das questões combatidas ao longo do filme. Apresenta claros sinais de stress pós-traumático, acabando por se destacar numa sociedade organizada e rotulada de normal. A certa altura o destino fá-lo cruzar-se com Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman), aquele que se viria a tornar o seu mentor.  "I have unlocked and discovered a secret to living in these bodies that we hold. The secret is laughter." Dodd  afirma-se como o cabecilha de uma corrente filosófica intitulada de The Cause . Entramos com a personagem de Joaquin Phoenix neste mundo um tanto ou quanto peculiar. Apesar de se esconder por detrás de uma óptima interpretação, a personagem de S...

Paperman

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Paperman (2012) , curta-metragem realizada por John Kahrs, mostra a tentativa de aproximação de um rapaz perante uma rapariga através de aviões de papel, os mesmos que ganham vontade própria. Visualmente é mais um pequeno grande trunfo para a Disney. Encontra-se nomeado para o Óscar refente a melhor curta-metragem de animação e tem as maiores possibilidades de sair vencedor. Para quem ainda não viu, aconselho sete minutos de vida dispendidos com isto: 

Crítica: Safety Not Guaranteed (2012)

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Realização: Colin Trevorrow Argumento: Derek Connolly Elenco: Aubrey Plaza; Mark Duplass; Jake Johnson. [Spoilers] E se a oportunidade de recuar no tempo fosse mais do que um mero parágrafo na ficção científica?  A premissa do filme pode ser observada no poster do filme, onde se salienta unicamente o anúncio que funciona como ponto de partida para estas personagens. Três colaboradores de uma revista são atraídos pelo anúncio para entrevistar o seu remetente. Um ponto de partida bem definido que se pode proclamar de original. Não desilude a cumprir o objectivo. Simplesmente não consegue ir mais além do que um filme competente. O trio de personagens que acompanhamos desde o inicio é interessante na medida em que espelham pessoas que se encontram estagnadas no tempo sem conseguirem avançar. Duas personagens à margem da sociedade dita de normal, que se apaixonam. Foi com interesse que observei a gradual aproximação entre as personagens da Aubrey Plaza e do Mark Duplass...

Janeiro em Filmes

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Um inicio de ano marcado na sua grande maioria por filmes do ano transacto. Pelo primeiro ano estou determinado em tentar visualizar todos os filmes nomeados para os Óscares da Academia. Antes que chegue o tão falado 24 de Fevereiro, vou-me perdendo pelos nomeados nas categorias que mais me interessam. E como tem sido uma enchente de filmes de 2012 para os meus olhos, vou ali ver uns quantos clássicos e já volto. Mas antes deixo a minha lista de filmes visualizados durante o mês que agora acaba. Seguem-se por ordem de preferência: Filme do mês : Amour (2012), de Michael Haneke - 9/10 Outros filmes visualizados :  Django Unchained (2012), de Quentin Tarantino - 9/10 Argo (2012), de Ben Affleck - 9/10 Life of Pi (2012), de Ang Lee - 8/10 The Pervert's Guide to Cinema (2006),  de Sophie Fiennes - 8/10 Lo imposible (2012), de Juan Antonio Bayona - 8/10 The Sessions (2012), de Ben Lewin - 8/10 Frankenweenie (2012), de Tim Burton - 8/10 The Invisible W...

Óscar - Melhor Filme

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Falta menos de um mês para a tão aguardada cerimónia de entrega dos Óscares que se realiza no dia 24 de Fevereiro. Pela primeira vez consegui realizar a tarefa que coloco na lista ano após ano: visualizar todos os filmes nomeados na categoria principal dos prémios da Academia. Devo reconhecer que nesta selecção se encontram alguns filmes realmente competentes e outros que se elevam a um estado de excelência. Claro que penso sempre na possibilidade de trocar alguns destes filmes por outros que não tiveram qualquer reconhecimento mas quanto a isso pouco ou nada adianta pronunciar palavra. Resumindo e concluindo, entrego este "óscar" aos produtores de Amour . Seguem-se os nomeados na categoria principal de acordo com a minha ordem de preferência. Amour, de Michael Haneke Em primeiro lugar assumo-me como um fã acérrimo deste realizador. Já visualizei todas as suas obras e esta revelou-se como uma das maiores demonstrações da sua genialidade. O argumento pode aparentar ...

Amour ao Poder

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Amour  continua a deixar a sua impressão digital por onde quer que passe. Na noite passada arrecadou mais um prémio para melhor filme estrangeiro, desta feita o Globo de Ouro. É com especial agrado que acompanho este percurso de vitórias do filme do austríaco Michael Haneke. Espero que se possa retirar daqui um prenúncio do arrecadar do prémio da Academia.  Não me posso pronunciar quanto a Argo , pois só o irei visualizar dentro de poucos dias. Não há dúvida de que Ben Affleck está em ascensão. A meu ver, tem maiores capacidades por detrás das câmaras. Um dos maiores mistérios perante toda esta corrida aos prémios que tem decorrido nos últimos meses é o reconhecimento da Adele pela música que interpreta para o filme Skyfall . Não me interpretem mal, não tenho nada contra a senhora e acho que tem uma voz bastante boa, mas com os ouvidos bem abertos apercebo-me de que provavelmente compôs a letra da música na sanita. As rimas são desnecessariamente forçadas e revelam tudo m...

A arte dos posters (XVI)

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Django Unchained (2012), Quentin Tarantino

A arte dos posters (XV)

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Amour (2012), Michael Haneke

A arte dos posters (XII)

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The Man with the Iron Fists (2012), RZA

A arte dos posters (XI)

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The American Scream (2012), Michael Stephenson