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Uns hipotéticos 93 anos...

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Se não tivesse falecido em 1996, seriam grandes as probabilidades de ainda estar vivo e capaz de testemunhar o legado que deixou às gerações vindouras. Saul Bass é conhecido essencialmente pelo seu trabalho como designer gráfico, nomeadamente na indústria cinematográfica. Colaborou com grandes nomes da sétima arte, tais como Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Stanley Kubrick e Billy Wilder. Os seus genéricos iniciais são extremamente criativos e atractivos, induzindo o espectador para o tema que irão ver tratado no filme. ‘try to reach for a simple, visual phrase that tells you what the picture is all about and evokes the essence of the story. Em Vertigo (1958), observamos um encaixe perfeito no que diz respeito à aparição dos nomes pertencentes ao elenco e equipa técnica. Entramos em órbita através da pupila do par de olhos em questão e são nos dadas luzes sobre o que nos espera assistir. Sabemos entrar numa mente conturbada, espelhada numa espiral de loucura que se pinta de v...

Porque os trailers também merecem (IX)

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Por vezes podem revelar demasiado e estragar qualquer surpresa que pudesse advir da visualização do filme. Podem ser manipulados de forma a dar entender outro propósito sobre a obra. Podem chamar um espectador ou de certa forma repeli-lo. Mas é inegável que um trailer é um pedaço de montagem importante na consciencialização da população para um determinado filme.  Já tinha abordado anteriormente o mestre do suspense e o seu olho pelo marketing ( aqui e aqui ). Agora deixo mais um exemplo de um elegante trailer, ainda que revelador de eventos importantes. Visa a promoção do filme  Rope (1948) e conta com uma voz poderosa que se entrega a uma narração empolgante. Ainda que desta vez sem a presença de Hitchcock a deambular pelo cenário, consegue ser bastante original e intrigante. E em adição a isso, inicia-se com uma cena inédita no filme em questão, sendo essa a do último encontro da vítima com a sua noiva. 

The Birds

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1 corvo, 2 corvos, 3 corvos...

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Hoje lembrei-me de um dos meus filmes preferidos, o que me levou a rever na minha memória a minha cena preferida do mesmo. Tudo é perfeitamente cuidado nesta sequência. A cantiga levada a cabo pelas crianças serve como a banda-sonora que parece não terminar. A mesma atribui um ritmo bastante próprio e de certa forma inquietante. A personagem de Tippi Hedren fuma o seu cigarro enquanto os corvos pousam um a um atrás de si. A alternância entre os planos nunca revela demasiado do que se passa e contribui para a tensão gradualmente crescente. Um único corvo serve para desviar o olhar da protagonista. Nesse olhar sentimos o seu terror e sustemos a respiração com ela. E depois o grande momento. Nunca um conjunto de pássaros se tornou tão aterrador como nesta pequena cena. Esta é apenas uma das cenas que eleva The Birds (1963) a um patamar de excelência. Mais uma vez se comprova o título de mestre do suspense.  

Turn Your Phones Off

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Minutos antes de estar prestes a testemunhar a estreia do filme The Hobbit: An Unexpected Journey , deparo-me com este anúncio bastante original e eficaz. O mestre do suspense a advertir o espectador para desligarem os telemóveis, caso contrário o verdadeiro terror irá instalar-se na sala de cinema. 

Porque os trailers também merecem (V)

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Por vezes podem revelar demasiado e estragar qualquer surpresa que pudesse advir da visualização do filme. Podem ser manipulados de forma a dar entender outro propósito sobre o filme. Podem chamar um espectador ou de certa forma repeli-lo. Mas é inegável que um trailer é um pedaço de montagem importante na consciencialização das pessoas para um determinado filme. Assim espero iniciar um espaço regular em que recolho o que de melhor se faz nesta pequenina arte que promove a sétima arte. Em semelhança ao trailer anteriormente apresentado neste blogue, Alfred Hitchcock volta a desempenhar um papel importante na promoção do seu filme seguinte, The Birds (1963) . Numa sala de jantar, Hitchcock volta a entregar o seu humor numa bandeja divagando sobre a presença dos pássaros no meio dos homens. Uma ave de estimação enjaulada, outras embalsamadas ou simplesmente uma carcaça pronta a comer no prato. O Homem foi variando o propósito dos pássaros ao longo dos tempos. O realizador avisa-nos que ...

Porque os trailers também merecem (IV)

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Por vezes podem revelar demasiado e estragar qualquer surpresa que pudesse advir da visualização do filme. Podem ser manipulados de forma a dar entender outro propósito sobre o filme. Podem chamar um espectador ou de certa forma repeli-lo. Mas é inegável que um trailer é um pedaço de montagem importante na consciencialização das pessoas para um determinado filme. Assim espero iniciar um espaço regular em que recolho o que de melhor se faz nesta pequenina arte que promove a sétima arte. O trailer seguinte pertence a Psycho (1960) , o clássico de suspense de Alfred Hitchcock. Um pedaço de montagem genuinamente original em que o próprio mestre caminha pelos cenários do filme, apresentando ao espectador o que este irá ver. Com o seu humor característico, o realizador vai aguçando a curiosidade sem nunca revelar demasiado. Fornece pistas para o que virá a ser importante e deixa a mente do espectador criar as suas próprias histórias de forma a preencherem o espaço. Sem dúvida um trailer que...

A arte dos posters

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Vertigo (1958) , Alfred Hitchcock